sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Meu primeiro filho, o anjo Caio- Por Andressa

Postado por Letícia Murta às 16:59
A nossa leitora Andressa compartilhou conosco a história de seu anjo Caio. Após uma perda gestacional, ela ainda investiga as causas e tem suspeitas de ser trombofilia. Ela teve diabetes gestacional também. 

Se você também quer compartilhar sua história, contar algum caso ou dar uma dica, envie para eucurtosermae@gmail.com que irei publicar com prazer 

Em novembro de 2012 decidi ser mãe deixando de tomar anticoncepcional que havia utilizado por mais de quinze anos. Vinha me tratando com uma médica  que havia deixado de ser obsteta, mas que falou que assim que eu parasse o medicamento eu engravidaria. Ela solicitou apenas os exames de rotina e ultrassom endovaginal, que verificou ter um pequeno mioma mas que não atrapalharia uma gravidez...Porém passaram-se dois anos e nada de engravidar. 

Começaram as cobranças da família: cadê o bebê? Quando no início de 2015 uma amiga no trabalho me indicou outro médico. Marquei consulta e ele passou exames de rotina e o exame que ainda não tinha conhecido como histerossalpinografia. Realizado os exames sem anormalidades, porém me receitou medicamentos pra induzir a ovulação. Uma semana antes de descobrir a gravidez meu esposo me presenteou com uma linda cachorrinha que tinha pedido pra melhorar minha ansiedade. Em novembro de 2015 descobri que estava grávida. Ahhhh, quanta felicidade!

Iniciei o acompanhamento pré natal com o mesmo. Fui a uma consulta com outro médico porém não gostei quando falou que gravidez não era doença. Realizei novamente exames de rotina sangue, ultrassom endovaginal onde escutei o coração do meu lindo Caio. E assim a barriga foi crescendo, Caio mexendo bastante e os papais super felizes. Sem enjoos, sem inchaço tudo muito tranquilo até completar os sete meses que descobri estar com diabete gestacional. O médico fez o maior medo me dizendo que se não cuidasse eu poderia morrer no parto e o bebê engordar muito...Fiquei muito assustada.

Procurei imediatamente uma nutricionista e segui direitinho a dieta. Levava minha alimentação pra jantar no trabalho e muitas vezes comia até sem esquentar. Fazendo tudo pelo meu filho, que continuava a dizer "mamãe, tá tudo bem aqui". Fui tão dedicada com a dieta que recebi elogios após novos exames de sangue e continuei a dieta muito feliz e satisfeita. O médico não pediu pra fazer a ultrassom e eu questionei. Ele me respondeu que não deveria me preocupar com ultrassom e, sim, com a dieta. E eu, como uma boba, não insisti. 

No dia 19/06/2016 realizei o chá de fraldas de Caio, contratei um buffet, aluguei o salão de festas onde moro e eu mesma fiz todas as lembranças do chá com muito carinho.
Comecei a arrumar o quarto deixando tudo lindo para a chegada do príncipe Caio, minha mãe me deu o berço. Fui ao centro da cidade e comprei todas as roupinhas e acessórios, comprei tudo, lavei todas as roupinhas.

Dia 11/07 marquei uma ultrassom, pois, estaríamos completando dois anos de casamento na igreja e civil. Ao realizar o exame com um ótimo médico de referência que vinha realizando todo acompanhamento gestacional o mesmo informou que Caio estava abaixo do peso pra quantidade de semanas (35 semanas - 1,500kg) e que eu estava com pouca passagem de sangue na artéria esquerda. Solicitou que eu procurasse remarcar a consulta pra o mais rápido possível, pois a consulta do pré estava marcada pra dia 30/07. Saímos da clínica e meu esposo voltou pra perguntar ao médico se era grave, se corríamos algum risco e o mesmo respondeu que não, mas que procurasse o obsteta pra ver a questão do peso de Caio. 

Saímos de lá direto pra o consultório médico, falei com a atendente que precisava falar urgente com o médico e ela disse que ele não iria me atender que eu voltasse no dia 18/07 uma semana depois. 
Fomos almoçar pra comemorar o nosso aniversário de casamento mesmo com a preocupação me atormentando. E Caio continuava a mexer e mostrando que estava lá.

Dia 13/07 senti ele mexer muito às 20h20 antes do meu esposo sair pra o trabalho. Ás 22h tomei um banho e nessa  hora senti uma dor entre os seios, abaixo, mas que passou, então fui dormir sem sentir nada mais. Por volta de 1h da manhã acordei com muito sangramento, liguei pra meu esposo que estava trabalhando e fui dirigindo imediatamente pra urgência obstétrica do hospital Esperança. Ao chegar, a médica de plantão disse que não iria me atender porque iria realizar um outro parto. Então fui ainda com muito sangramento pra outro Hospital Memorial São José. Ao chegar,  fui super bem atendida, minha pressão estava 15/11, a médica tentou escutar o bebê sem êxito, realizamos ainda uma ultrassom que constatou um DPP (deslocamento prematuro de placenta), vindo Caio a falecer. Ali eu me acabei, eu não acreditava que estava acontecendo aquilo.Nesse momento meu esposo chegou e realizou-se a cesárea. 

Fui pra UTI enquanto meu esposo e sogra foram realizar o enterro do meu anjo Caio. Quanta tristeza! A médica que realizou o parto falou que eu procurasse um médico hematologista, pois, poderia eu ter tido uma trombofilia. Uma semana depois do ocorrido tive uma trombose na perna esquerda ficando novamente internada. Hoje ainda estou em tratamento dessa trombose e ansiosa pra finalizar para realizar todos os exames, pra ter o real diagnóstico da perda do meu filho. Estou tendo acompanhamento com outra médica obstetra muito atenciosa que após contar toda a história ela me disse foi uma fatalidade.
Muito triste!
Abraço,
Andressa

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