segunda-feira, 14 de julho de 2014

Iolanda, o sonho real

Postado por Letícia Murta às 23:23
Depois que tudo que eu acreditava ruiu com a morte de Francisco, meu filho, com 38 semanas gestacionais, um dia antes da data prevista para o parto, mesmo sem querer fazer mais nada, decidi engravidar novamente. Foi uma difícil decisão. Ou eu terminava de me enterrar em tristeza e dor, findando o corpo sem alma, ou abria espaço para uma nova vida para que eu pudesse ressuscitar. Olhando o que sobrou, pouca coisa me prendia de fato. Porém, o amor da minha mãe, de meu marido e de meus filhos peludos foram determinantes. Enquanto pensava sobre o que fazer, ou esperava coragem para fazer algo, fui atrás de um real diagnóstico para 

Descobri a trombofilia, por meio de uma investigação de exames genéticos, uma doença que deixa meu sangue mais coagulado do que o normal e em algumas situações, como a gravidez, isso se agrava. Eu poderia ter tido um AVC, uma embolia, um infarto. Mas o que tive atacou meu bem maior e meu pequeno filho foi privado de oxigenação, possivelmente por causa de trombos na placenta e no cordão. A gravidez fora mesmo negligenciada pelo obstetra que nos (des)acompanhou. Ele teria que ter notado os indícios de que não estava normal e ignorou. O que causa esta doença, no meu caso, é uma mutação. Uma mutante da dor. Diante disso, existe possibilidade de ter um filho biológico? Eu buscava respostas e tentava entender o que representa essa condição de mutante. Nesta altura, eu já havia conhecido um grupo com mulheres trombofílicas e via que muitas tinham passado pelo mesmo que eu; e que outras tantas venciam a trombofilia com as chamadas "picadinhas do amor", as injeções de heparina, anticoagulantes que permitem fazer brotar a vida onde só se vê dor. 

Enquanto eu chorava, eu caminhava. Enquanto me mandavam ler livros de auto-ajuda e espiritualismo barato (não, obrigada!) eu lia artigos científicos publicados pelo mundo e estudava, pesquisava, revirava tudo que pudesse me dar uma resposta REAL sobre o que aconteceu com meu filho e, ao mesmo tempo, nortear meus próximos passos. Eu tinha que saber onde estaria pisando. Paralelo a isso, outra luta a ser travada, a da fertilidade em si. Portadora da Síndrome do Ovário Policístico, não ovulo naturalmente todos os meses. Foi o que causou uma busca de dois anos pela gravidez do Francisco. E agora eu demoraria mais dois anos? Me recusei! Eu estava entre dar vida ou morrer, não é mesmo? Não poderia, e não queria, esperar mais nada. 

Apenas um fio de esperança ainda restava em mim. E fui buscar, então, um tratamento para ajudar meu corpo a ser fértil. Ciente de todos os riscos que essa empreitada representava, topei iniciar a busca pela nova gravidez apenas três meses após ter passado por uma cesariana. E cinco meses após enterrar meu filho amado, eu consegui. Impossível não ter medo. Eu fui tomada por ele, jogada no chão. Sim, havia um outro bebê e ele sobreviveria? E eu suportaria ver um outro filho meu morto? Não! Desta vez eu morreria junto, jurei. Era minha última chance. Como um bicho, resolvi que chocaria em paz, em silêncio. Me preservei e contei para o mínimo de pessoas possível. E a gravidez progredia. Até que meu corpo pediu pausa. A dor do corte da cesariana se esticando, a exaustão emocional e física, a perturbação psicológica se uniram a um problema detectado em uma válvula em meu coração que estava realizando seu trabalho mal (mas que bela porcaria de corpo eu tenho!) e me deixando sem ar ao mínimo esforço. Fui afastada do meu trabalho antes de completar quatro meses de gravidez e, por isso, quem me viu até essa época nem sonhou que eu guardava um segredo e um tesouro. 

Nessa altura, eu já brigava com a alimentação, cortando tudo, e mais um pouco, por causa da diabetes gestacional. Eu comia sem sal, sem açúcar, sem gordura, sem glúten. A água foi liberada, rs. Ah, tem também um hipotireoidismo controlado e um fator RH negativo, com sangue positivo do marido, e mais um ato negligente do dr. Monstro de não me vacinar após o parto do Francisco, colocando em risco outros filhos meus que poderiam ser considerados invasores neste corpo bichado, a chamada eritroblastose fetal. E o pulso ainda pulsa! 

Contra nós, quase tudo, inclusive o preço dos medicamentos que eu precisava tomando e que, felizmente, teve GRANDE ajuda do primo de meu marido (salve, salve, Rodrigo! Gratidão eterna!). Pois bem, cama, remédios, exames, dois obstetras, ultrassom quinzenal, comida sem graça, monitoramento constante, choro, pânico e crescia em mim a vida. Por conta de tamanha monitoria, soube bem cedo (11 semanas, menos de três meses) que teria uma menina. Relutei um pouco a comprar lacinhos e fru-frus, mas, aos poucos, a pequena bailarina foi tomando conta do seu espaço em meu coração e no quartinho que havia montado para o irmão. Iolanda, foi o nome escolhido anos antes, junto com Francisco. A cada exame uma vitória: Iolanda crescia, engordava e ganhava força. E logo foi possível sentir esta força. Chutes me diziam constantemente: mamãe, estou viva! 

O medo? Ah, esse passou a fazer parte de mim. Chorei TODOS os dias de minha gravidez, seja pelo luto recente e eterno de enterrar um filho, ou pelo pavor de pensar que a situação poderia se repetir. Mas eu precisava lutar e, desta vez, ser o que muitos acham que eu já nasci sendo: forte. Diante da morte do Francisco eu não fui forte. Não existe isso! Não escolhi viver aquilo. Mas com relação à Iolanda, eu precisava ser. Eu tinha colocado aquela pequenina na grande enrascada de sobreviver em meu corpo. Ela dependia de mim. E ela ia conseguir. Eu dizia a ela diariamente: lute daí que eu luto daqui. E da-lhe remédio! Tudo contra e o amor a favor. Mamãe Maravilha! Sou eu! 

Iolanda chegou com a única missão de ser. Ser o que quiser, apenas ser. E embora tenha papel determinante na vida de seus pais, ela não é tapa-buraco, restituição, substituta ou algo do gênero. É a nossa filha, a irmã do Francisco, e, como irmã, ocupa o espaço dela, jamais o dele. Ou alguma outra mãe precisa retirar um dos filhos para dar lugar ao novo? Iolanda, a nossa bailarina, nossa gatinha, nossa princesa, nosso raio de sol, nossa vida. Vencemos a Síndrome do Ovário Policístico, a trombofilia, o hipotireoidismo, o risco da eritroblastose fetal (pelo RH negativo), diabetes gestacional, refluxo da válvula mitral, corte da cesariana recente, medo, trauma, angústia, dor, tristeza, sufoco, caos, breu.

Eu escondi a minha gravidez dos curiosos. Apenas os amigos mais próximos ficaram sabendo. Eu não me senti segura para alardear e expor a mim e à minha família a julgamentos, cobranças de felicidade (foi uma felicidade dividida com tudo que já disse. Impossível seria sorrir com a alma, que nem estava presente), expectativas e curiosidades, acima de tudo. 

Houve quem escondesse os filhos de mim após eu perder meu filho. Imaginaram que eu poderia "agorar" a criança, botar olho gordo, desejar mal. Sim, fiquei sabendo. Me convidar para aniversários de criança, chá de bebê e batizado, vixe, esquece. Quem quer a imagem da má sorte em meio a alegria? Houve, ainda, quem dissesse, e afirmasse, que eu saí de circulação (já que estive enclausurada por meses) porque eu estava doida. Fiquei sabendo também. E houve quem disse coisa muito pior que nem quero saber. Eu estava era ocupada com minha família.

Francisco segue sendo amado. Iolanda fez uma total transformação em minha vida. Eu iniciei o meu renascimento tendo em mente que aquilo que um dia fui, jamais voltarei a ser. E se metade de meu ser se foi com meu filho, o que restou passa neste momento a ser integralmente de Iolanda. Por ela eu viverei, comemorarei cada dia seu de vida, conhecerei novas formas de ser e de estar aqui neste mundo que, para mim e pra ela acaba, de começar.

A trombofilia pode ser vencida, tendo um acompanhamento gestacional severo (que inclui exames de sangue para verificar a coagulação sanguínea e ultrassom com doppler constantemente). O uso das heparinas (as chamadas picadinhas de amor) são a luz no fim do túnel para milhares de mulheres que sofrem aborto recorrente, perda gestacional tardia, pré eclampsia, bebê com baixo peso, descolamento de placenta. A trombofilia nem sempre se anuncia. Pode ser silenciosa, sendo necessário um olhar clínico apurado do médico para que detecte durante a gravidez, sem exames, que algo não vai bem. Portanto, todas as grávidas deveriam ser submetidas ao ultrassom com doppler durante toda a gravidez. Fazer um único e relaxar não adianta. O doppler garante a vitalidade fetal por no máximo 15 dias. Ele é o instrumento que pode salvar vidas e prevenir muita dor. 

Ps- foto tirada 4 dias antes do parto. Engordei 7 quilos ao todo. Mérito meu. Inchei zero. Mérito do tratamento. Viva a santa heparina!


No vídeo abaixo, eu conto como foi esta caminhada até ter o colo preenchido por Iolanda. 



44 comentários :

Anônimo disse...

Eu te acho sim uma heroína não sei se teria tanta força fiquei muito feliz em saber de sua gravidez mesmo sem te conhecer pessoalmente tenho muito carinho por você e esperava por esta notícia com ansiedade e fica triste com a demora achado achado que você podia estar tendo dificuldades para engravidar de novo e imaginando a sua angústia . Mais estando tudo bem felicidades e seja bem vinda Iolanda!

Amanda Bittencourt on 29 de julho de 2014 16:46 disse...

Muito bom seu blog. Parabéns pelas conquistas, superações e vitórias! Algumas de nós trombofílicas perdemos uma luta para a trombofilia, mas não a guerra. Obrigada por dividir sua história com todos, o que dará esperanças a muitas pessoas que, em algum dia, desacreditou de que o mundo pode sorrir para nós!

lulu on 27 de agosto de 2014 18:59 disse...

Amém que Jesus Cristo te abençoe sempre★♡

viviane petrini on 27 de agosto de 2014 20:18 disse...

Oi linda! que historia de luta e vitoria.
Estou amando suas dicas ... fiz FIV este mês mas não deu certo agora vou fazer a segunda no próximo mês. Estou tomando extrato de inhame de manha, uma colher de geleia real e as 3 frutinhas .... também to comendo abacaxi e gelatina ufaaa... agora vai dar certo

Letícia Murta on 27 de agosto de 2014 20:36 disse...

Fica firme que vai, Viviane. Certeza! Daqui a pouco vc vem aqui me contar que tá esperando o maior amor do mundo no ventre <3

roberta on 3 de setembro de 2014 17:31 disse...

Leticia vc é uma mulher guerreira que serve de exemplo ... Perdi meu bb as 11 semanas de gestação. Medicos dizem q e muito normal aborto espontaneo nessa fase gestacional, mas para uma mãe não .. Foi tudo muito dolorido e triste e estressante tb ... Fiz todos os exames e não tenho nada, Graças a Deus ! Agora estou tentando de novo e tenho FE q vou conseguir . Reza por mim ! Obrigada

Letícia Murta on 3 de setembro de 2014 18:18 disse...

Roberta, tô na torcida por você. Bja

Letícia Murta on 3 de setembro de 2014 18:19 disse...

Muito obrigada! Bjs

Letícia Murta on 3 de setembro de 2014 18:20 disse...

Obrigada, Amanda. Bj

Letícia Murta on 3 de setembro de 2014 18:21 disse...

Obrigada, Lulu. Bj

Cleo sinha on 8 de setembro de 2014 19:27 disse...

Parabéns para você Leticia, eu perdi meu bebê faz praticamente 3 meses por outra doença, estou contando os dias para voltar a tentar, parabenizo você pela sua força, e por você contar sua história, que Deus abençõe a sua vida, da Iolanda e de toda familia.

deia dedeia on 12 de setembro de 2014 22:49 disse...

simplesmente adorei sua historia muito bonita pois estou tentando desde 2011 mas sei que deus e fiel e vou conseguir tambem bjos parabens

Anônimo disse...

parabéns pela sua garra e por encher nos corações de esperança, bom Leticia fiquei muito comovida pela sua trajetória de ser mãe pra mim também não estar sendo fácil eu passei por três gravidez uma em 2007 outra 2013 anembrionaria e outra em fevereiro desse ano e passei por investigação de repetição de aborto e descobri que tenho trombofelia todas elas eu perdia com 7 semanas, e ao descobri que tenho trombofelia comecei tomar aspirina e com três mês que perdi meu bebe, engravidei de novo e comecei a tomar dalteparina que substituem a mesma heparina estou feliz por estar com 11 semanas e 5 dias agora dia 18 vou fazer a ultra estou cheias de duvidas medos por que não e fácil o que passei mais deus estar com agente eu e meu esposo contamos os dias pra ver nosso filho nos braços e ao ver sua historia ficamos muito comovido e feliz por que você conseguir e sua trajetória e uma expiração pra nos que sonhamos ser pais ao investigar pra saber o por que dos abortos tinha muito medo ao saber mais deus e tremendo que mostrou o que eu tinha e tinha como resolver meu problema e hoje estou feliz e estou confiante em deus que agora vai dar certo obrigada por compartilhar sua historia que deus te abençoe e sua princesa beijão...

Delmara Nascimento on 28 de setembro de 2014 18:18 disse...

Parabéns ,adoro seu blog, você é uma inspiração na vida principalmente de nós tentantes.

Anônimo disse...

Leticia, parabéns pelo blog e pela linda Iolanda.
Sou Tentante desde 2012. Exames meu e marisdo OK. Tive um aborto espontâneo em maio/2014 e 15 dias após, minha Anticardiolipina IGG acusou SAAF. O exame que tinha feito antes do aborto, tinha dado normal- mas em outro laboratório. Minha medica quer que eu comece a Heparina imediatamente (Cutenox 40 mg). Vamos voltar a tentar engravidar naturalmente este mês.
Estou com receio...Quantos exames vc fez para comprovar a SAAF? Além da AntiCardiolipina, mais algum? Vc tinha outros sintomas, como enxaqueca ? Aguardo seus preciosos comentários. Um abraço e obrigada. DriDri

Anônimo disse...

Adendo ao comentário acima - DriDri
Ah...repeti a anticardiolipina 1 mês atrás e mesmo dando NORMAL, eles insistem que tenho SAAF e devo tomar Heparina...por isso, estou confusa. Me ajude, por favor. DriDri

Letícia Murta on 1 de outubro de 2014 16:09 disse...

Não tenho saaf. Tenho trombofilia por causa da mutação do metileno. Sou homozigoto c667t e fiz todos os exames de investigação para trombofilia. Não existem sintomas. Forma-se coagulos. E na gravidez pode ser formado na placenta ou cordão. Siga a recomendação medica. Abs

Anônimo disse...

Obrigada pelo retorno, Leticia. Quantos anos tinha quando engravidou da Iolanda ? Desculpe a pergunta, mas é um dado importante a se considerar nessa trajetória de tentantes e eu não encontrei essa informação no blog. Um beijo e ótimo dia.

Anônimo disse...

Leticia,
Mais uma pergunta...
O medico me receitou a heparina CUTENOX. Moro em SP. Vc sabe onde e como posso tentar baratear esse tratamento (que vc sabe que é bem caro) ?? Há algum programa pelo SUS? Mto Obrigada, DriDri

Anônimo disse...

Olá Letícia..sou de Uberaba, eu tomei o medicamento Yasmim durante 6 meses e mesmo assim não consigo engravidar,o q você me indica fazer agora?

Gabriela hass consoline on 9 de outubro de 2014 16:48 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Olá Letícia!
Parabéns a Iolanda é demais.
Tenho um filho de 5 anos perfeito e de uma gravidez totalmente saudável, antes dele eu tive um aborto logo nas primeiras semanas e não demos importância pois acontece, ai agora em julho tive mais um aborto de 6 semanas e então resolvemos investigar pelo fato de ser o segundo é mesmo eu já tendo um filho saudável, e descobri que tenho trombofilia ( sou heterozigoto mthrf 6c77t) os outros exames não deram alteração nenhuma até mesmo a homosteceina deu totalmente normal. Minha hemato é minha ginecologista me indicaram apenas o ácido fólico e Aas infantil, acham que pelo o grau da minha trombofilia a heparina seria exagero e ainda falaram que os abortos não tiveram ligação com minha mutação.
Devido o seu conhecimento e acompanhamento nesse assunto Gostaria de uma opinião em relação a eu ser heterozigota c677t e o não uso de heparina da futura gestação.
Estou aflita em arriscar e não usar, mesmo os médicos afirmando que não é necessário vejo l relato de muitas meninas que tem a mesma mutação que a minha e usam heparina.
Obrigada

Anônimo disse...

Olá, tenho essa mesma mutação MTFHR heterozigoto C677T. Fiquei grávida há pouco e já sabia dessa alteração, mas minha médica disse que não havia preocupação, pois esta alteração não influenciaria em nada. Contudo acabei de perder meu bb com seis semanas e fico imaginado se tivesse tomado o clexane não seria diferente. Vou procurar um especialista. O que acha Letícia?

Anônimo disse...

Oi,meu nome é Káryta,31 anos,ouvi sua historia pelo youtube,um antes de engravidar e depois com sua linda bebe,quero parabeniza-la pela iniciativa e determinação,sua fé a fez acreditar q milagre tb podia acontecer com vc e compartilhar nos ajuda tb.Comecei a ser tentante mes passado e adorei seu 1° video...sobre os sintomas de gravides logo apos a fertilização...rsrsrs...tb ja passei por isso e me chatiei demais...agora esse mes resolvi ler,estudar os assuntos de fertilidade,nidação,muco ovo de clara...tomar acido folico...ouvir os testemunhos de tentantes e hj mamães....pois tudo isso tem me fortalecido e juntamente com as orações que passei a buscar mais em Deus nesse sentido,tb creio que alcançarei minha graça de ter meu bebe.Bjus

Anônimo disse...

Káryta-contanto um pouco da minha historia,sou casada ha 2 anos e meio,sendo ja 6 bons anos com meu esposo,sempre falamos em filhos,estiveram em nossos planos,somos formados,graças a Deus temos nossa casa,passamos pelo estresse de reforma e agora sinto mais do q antes um desejo natural e maior de ser mãe,parece q o relogio biologico existe msm,sempre quis ser mãe,sempre me dei bem com crianças...sinto minha casa grande,faltando uma criança e desejo de dar meu amor,cuidados a um bebe q seja meu,amadureci a ideia de acordar de nt para mamadas...e sonho com cada momento...lendo bastante sobre o assunto e vendo videos vi os testemunhos das meninas que colocaram nas maos do Senhor,todo esse desejo...escuto musicas e rezo com a mão na minha barriga pedindo q sejam orgãos ferteis e livre dos problemas q venham a prejudicar esse sonho e mais do q isso tb meninas é o dom da PACIENCIA...de saber esperar a hora certa,de n ficar tão bitolada pelo assunto...fazer nossa parte,cuidar da nossa saude e confiar tb...sem sofrer com cada negativo...mes passado eu senti sintomas,a M atrasou 20 dias e la estava eu me sentido GRAVIDA...fiz exame de farmacia e Beta e la deram NEGATIVO...passam 3 dias e M desce...ôoo blz pra quem n espera isso ne...chorei...mas pensei: vou conseguir tb e cá estou eu agora mais calma(tentando) ser...rs...lendo,orando e tentando...esse mes ja observei melhor os sintomas de dias ferteis,passei a conhecer melhor meu corpo,o tal muco ovo de clara...to na expectativa desse mes dá certo...pq ela desce dia 16/11,meu 14° dia do ciclo foi 02/11 e acho q ovulei dia 10/11 pq saiu a tal clara...mas gte n sinto ndinha...nenhum sintoma e a vontade de correr pra farmacia e comprar um teste CONFIRME? To me segurando e falando pra eu msm: calma,ainda n é a hora...mas a gte no fundo n fica...rs...

Anônimo disse...

Bem...na verdade sinto sono...mais q de costume...mas pode ser por inumeros fatores e como vc disse Leticia...n deu tempo de mudar o organismo e neim todas as mulheres obrigatoriamente sentem todos os sintomas...ja fiz exames recentes sei q estou bem...mas tomei AC por 13 anos e faz 3 meses q parei...sera q tenho chance?

Dilni Souza on 27 de dezembro de 2014 18:52 disse...

Oi Letícia, parabéns pela vitória dessa batalha, a Iolanda é linda.
Gostaria de saber se vc tem alguma dica de como conseguir as injeções, pois não tenho como comprar, e após 2 abortos descobri q tbm tenho trombofilia...
Bjs

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:08 disse...

L

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:09 disse...

Cleo, sinto muito. Meu abraço e carinho para você

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:09 disse...

Obrigada, Deia!

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:11 disse...

Entendo o seu medo. Passei por isso. Força! E não deixe de fazer ultrassom com doppler de 15 em 15 dias no terceiro semestre. Bjs

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:12 disse...

Obrigada, Delmara

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:14 disse...

O sus fornece sim. Veja na secretaria de saúde como proceder. Boa sorte!

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:15 disse...

Ovário policistico? Tem que induzir a ovulação. Fale com seu médico ou busque outro que te encaminhe o tratamento. Abs

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:17 disse...

Mutação heterozigoto normalmente nem são tratadas. Apenas a homozigoto apresenta real perigo. Abs

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:19 disse...

Você vai conseguir! Boa sorte!

Letícia Murta on 28 de dezembro de 2014 00:20 disse...

Você tem que verificar o procedimento na secretaria de saúde. Abs

adorador do senhor jesus cristo on 23 de abril de 2015 12:56 disse...

Parabéns acabo de ver sua história,hoje faz um m/es que perdi meu filho Daniel com 33 semanas,peguei o laudo da placenta e vou levar ao médico na próxima semana,vou ver se terei que fazer tratamento para engravida de novo,Deus abençoe sua familia

adorador do senhor jesus cristo on 23 de abril de 2015 12:56 disse...

Parabéns acabo de ver sua história,hoje faz um m/es que perdi meu filho Daniel com 33 semanas,peguei o laudo da placenta e vou levar ao médico na próxima semana,vou ver se terei que fazer tratamento para engravida de novo,Deus abençoe sua familia

lua la via on 24 de abril de 2015 00:50 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lua la via on 24 de abril de 2015 00:53 disse...

Oi Letícia, me emocionei com sua história, há 7 meses perdi meu Enzo, estava com 27,semanas de gestação, tive pré eclampsia, síndrome de hellp, e em seguida trombose, sofrimento, tratamento, dor física e emocional, qdo veio a trombose mesmo perguntei a Deus o pq de tudo isso? Agora entendo que ele mandou aquele trombo pra me avisar que eu tinha algo, exames daqui dali e descobri que tenho trombofilia, veio literalmente do sangue pq a minha é genética, veio dos meus pais.
Sei pouco sobre a doença, mas sei o que tenho agora sei o que fazer como caminhar.
Queria meu Enzo aqui, queria saber antes dessa doença, meu GO fez o que podia, fui muito bem assistida por ele, pelo cardiologista não, mas por ele sim. Também tenho fator rh negativo e o marido positivo, meu GO frisou muito isso, fiz alguns exames de cumbs e mesmo dando negativo a GO do plantão que me atendeu me aplicou o matergan.
Esse ano ainda vou para a segunda tentativa, com todos os medos, inseguranças que vc melhor do que ngm entende.
Tb vou esconder minha gestação, quero evitar comentários, opiniões.
Quero a presença do meu marido, minhas gatas e minha mãe, qdo nascer eu grito pro mundo.
Obrigada, obrigada obrigada, por compartilhar sua história, com certeza me deu um gaz pra lutar mais pelo meu sonho, SER MÃE, picadinhas de amor ai vou eu!!!!!!

Bjos em vcs,
Fiquem com Deus

Fatiminha Fada on 8 de julho de 2015 17:35 disse...

Leticia Guerrreira lindissima, sua força vem dentro vc nasceu dom dom de uma guerreira, pois nao desistiu mesmo diante as dificuldades, nossa maravilhoso conhecer pessoas como vc,mostra q nossa dificuldades não é nada perto d q vc passou, hoje tem sua linda filha abençoada,pois Deus sempre estara na vida de vcs,sou uma tentante 13 anos e mesmo nao tendo ainda uma reposta positiva, eu falo pra mim todos os dias vc é guerreira tb passe pelo q tiver passar a nossa fé nossa força,desejo sempre Luz em sua vida beijos

Anônimo disse...

Leticia, foi muito bom, ler e assistir o video da sua experiência.
Também sou mãe de um natimorto e estou pedindo a Deus forças e coragem para enfrentar uma nova Gestação.
Por negligencia Médica, pedi meu filho Miguel com 36 semanas de gestação faltando 15 dias para o parto, com um detalhe minha médica SABIA da minha trombofilia e dizia sempre que estava sob controle, porém nunca calibrou minha dose ( descobri somente depois da trajedia que a medida que a gestante/bebe ganham peso, faz-se necessário acompanhar por exames especificos a concentração de heparina no sangue e ir calibrando a dose ).
Entrei no pronto socorro do Santa Joana aos prantos pedindo para fazerem meu parto por que algo me dizia que meu filho não estava bem, depois de fazerem os exames (dopler e cardio toco) me mandaram de volta pra casa e falaram que era ansiedade demais. Um fato curioso foi que durante o dopler ele se mexia demais e a médica que estava fazendo o ultrasson disse que ele estava muito esperto, hoje sei que ele estava agoniando e ninguém percebeu.
Depois de insistir muito com minha medica ela mandou eu retornar lá e refazer o exame, só que nessa altura ele havia morrido, Sinto uma dor que rasga o peito e não cala, ter de seputar meu filho no dia das mães foi cruel demais aliás qualquer dia seria.
Por fim gostaria de usar esse espaço para aconselhar as gestantes a sempre procurarem uma segunda opinião, desconfiem sempre de médicos que falam “ é normal, é normal” , se ficarem em duvida troquem de médicos, procurem outro hospital, só voltem pra casa quando estiverem tranquilas.
Leticia, seria muito bom você indicar aqui nome de profissionais pre natalistas de gestantes com trombofilias.
Um grande abraço a você e a todas que acompanham esse espaço.
Deus abençoe.

Shirley Bezerra on 6 de maio de 2017 10:14 disse...

Letícia, me emocionei com o seu depoimento! Você é uma guerreira, parabéns! Tive 2 abortos e após o 2o descobri a trombofilia: tenho mutação do PAI-1 4g/5g. Estou tomando Somalgin cardio e ansiosa pelas picadinhas de amor, que só começarei quando tiver meu positivo. Obrigada pelo depoimento, pois me deu mais força! Abraços e saúde para vocês!

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