quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Sou mãe, e isso basta!

Postado por Monique Cabral às 21:10
Existem dias em que eu só queria descansar... Nem falo do cansaço físico em si, falo do mental, psicológico, emocional. Francisco está sem babá (lembram que falei sobre escolher uma boa babá? A moça que ficou no lugar da que tirou férias, não deu certo), e eu tenho me virado em mil para manter a ordem.

Acordo, vou para academia (dia sim e no outro nem sempre), levo Francisco para ficar com minha mãe ou irmã, vou para o trabalho, almoço na rua quando dá tempo, saio do trabalho, pego Francisco, volto para casa, faço a janta, trabalho mais um pouco, coloco meu filho para dormir e quase apago antes dele. Somos só eu, ele e a ajuda da minha família que tem se esforçado imensamente para nos dar esse apoio.

Nesses momentos eu penso ‘por que danado a sociedade transforma tanto a figura paterna em super-herói das crianças?’. É quase uma regra “meu pai, meu herói”. E quando a ausência do pai é romantizada? “Ah, ela faz o papel de ‘pãe’ (pai-mãe)!”. Não, amado. Eu não faço o papel de pai. Eu cumpro a missão de ser mãe.

Talvez se parassem de romantizar, as crianças não cresceriam com essa dependência emocional. Sobretudo, não cresceriam em conflitos, como os casos de vários amigos meus. Tem pai presente, massa. Tem pai ausente, qual o problema? Considero que a gente só sente falta do que foi nos mostrado ser essencial para nossa sobrevivência.


Acredito que o essencial para uma criança se tornar um adulto sem neuras, é receber amor e atenção. Não importa de onde essa atenção venha, ela apenas precisa existir e transmitir segurança.

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