terça-feira, 2 de agosto de 2016

Comer...Comer...

Postado por Kátia Portilho às 23:49


Primeira publicação no blog. Confesso que pensei nos inúmeros assuntos deste universo amplo e delicioso da maternidade os quais eu poderia abordar. Milhares de ideias borbulhando e eis que caiu no meu colo  - colo cheio, diga-se de passagem, preenchido pelo meu filhote João Víctor - o assunto: alimentação saudável na infância. 

Há uma semana, a diretora de uma revista para a qual escrevo me pediu para fazer uma reportagem sobre esse tema - mais tarde, após algumas entrevistas, eu veria o quanto o assunto é mais sério e delicado do que eu, mamãe de primeira viagem, poderia imaginar. A  alimentação saudável desde a infância, como a maioria de nós sabe, é crucial para a prevenção de doenças e, consequentemente, para a tão desejada longevidade. "Cuidar da alimentação é um investimento minha filha", dizia com sabedoria o meu querido pai. Não esqueço das inúmeras vezes que a frase acoou na sala de jantar da minha casa, com o objetivo de nos convencer a comer "aquela tal folha verde" servida na refeição. Mais tarde, já na fase adulta, comecei a entender com mais clareza a importância de cada grão, verdura, fruta, proteína e etc, para a saúde. Desde então, me tornei adepta a vida saudável  - sem extremismos, que fique claro!

Na gravidez mantive a alimentação saudável e evitei ao máximo frituras, refrigerantes e doces. Me permitia, mas esporadicamente. Pratiquei atividades físicas até dois dias antes do parto (pasmem! Mas é verdade). O resultado foi uma gestação muito tranquila, 7 quilos ganhos apenas e, o mais importante, João nasceu forte e sadio. Amamentei meu bebê exclusivamente no peito até os sete meses de vida e continuei me alimentando bem nessa fase, pois eu sabia que é durante o aleitamento que a criança começa a experimentar os sabor dos alimentos - e sim, é comprovado que mães que mantêm uma dieta nutritiva e diversificada têm menos problemas em inserir alimentos como verduras, frutas e legumes no prato dos filhos quando eles começarem a ingerir alimentos sólidos. Bingo! Não é que funciona? Hoje, com 1 ano e meio de vida, desconheço um alimento que João tenha recusado a comer.

Mas voltemos a reportagem que citei anteriormente. Durante entrevista com uma nutricionista fiquei chocada com alguns casos que ela me contou. Um deles é que a maior parte das crianças que ela recebe no consultório - na faixa de 4, 5, 6 anos de idade - estão com o colesterol alto. Como é possível? Imaginei. Tão novas. Ela atribuiu à alimentação pobre em nutrientes e aos excessos de alimentos com conservantes, açúcares, sódio e gorduras. "O suco de caixinha é um dos grandes vilões a meu ver", destacou ela. Durante a entrevista foram citados outros problemas que também são recorrentes no consultório: obesidade infantil, diabetes, deficit de atenção, puberdade precoce, transtornos do sono, dificuldade de sociabilização e etc. 

Após a longa e produtiva conversa com a nutricionista fiquei me questionando se a maioria dos pais imagina o quanto a alimentação influencia na saúde de seus filhos a curto, médio e longo prazo. Para os que não sabem como começar, aí vai uma dica: comece por você! Nos somos a maior influencia para os nossos filhos. Não adianta insistir para que ele coloque o alface no prato ou coma frutas se você resume o seu almoço em arroz, bife e batata frita.  

Se não sabe como fazer, quais alimentos cortar ou inserir na dieta da família, busque ajuda profissional, pesquise em sites confiáveis. Elabore um cardápio semanal para se planejar melhor. Peço licença ao meu pai para me apropriar mais uma vez  da sua citação: "Invista! Cuidar da alimentação é investimento".



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