Morro de São Paulo- Bahia - EU CURTO SER MÃE

domingo, 23 de julho de 2017

Morro de São Paulo- Bahia



"Ê, Bahia.... Bahia  que não me sai do pensamento". Se tem um lugar que eu amo é a Bahia. Amo o povo, a culinária, as belezas naturais. Sempre que posso, dou uma fugidinha pra lá e como tive alguns dias de folga, fui para Morro de São Paulo. Morro fica na Costa do Dendê, na Ilha de Tinharé e pertence a Cairu, a 250 km de Salvador. Um lugarejo com poucas ruas, sem carros (apenas ambulância e caminhão de lixo transitam por lá), mas com boa infraestrutura e praias para todos os gostos. 

Como chegar

O modo convencional de se chegar a Morro é indo de avião até Salvador e, de lá, pegar o catamarã (quase 3 horas de mar) ou transporte terrestre para Valença, seguindo de lancha. Mas, felizmente, há pouco tempo uma nova opção para chegar à ilha permitiu melhor logística, principalmente para quem tem criança pequena. Aos sábados (e às quartas-feiras em períodos de alta temporada) há um avião que sai de Campinas, com conexão em Belo Horizonte, e vai direto a Valença. De BH a Valença demoramos apenas 1 hora e 40 minutos. A companhia que faz o voo é a Azul (que eu adoro!) em uma aeronave pequena, mas confortável e equipada com circuito de TV em cada poltrona - o que é excelente para crianças. O voo em BH sai 12h30. 

Como já contei em outras postagens de viagem aqui, nós sempre optamos por deixar o carro no estacionamento da Velox Park e uma semana custou R$ 119 (fica muito mais barato que táxi ou Uber) com uma van levando e buscando no aeroporto. 

Chegando em Valença, combinei por Whatsapp com o Jorginho para nos pegar no aeroporto. Há táxis por lá também, mas eu sempre prefiro deixar tudo combinado. Ele cobrou R$ 60 reais para quatro adultos - Lola foi free- e em 10 minutinhos chegamos no  atracadouro de Valença, onde pegamos uma lancha rápida (R$ 17 reais). Mais 20 minutos e estávamos em Morro. Delícia!

Importante dizer que o aeroporto de Valença não tem NADA. Muito ruim mesmo.... na chegada até que não faz muita diferença, mas na volta foi complicado. O mesmo avião que traz o pessoal é o que volta da ilha, só o tempo de desembarque mesmo. Então, o único horário de movimento por lá é no sábado. Tem uma lanchonete bem ruim. Nós chegamos muito cedo e, por sorte, o Aldo- que fez o transporte de volta- foi muito gentil e nos levou a Guaimbi- 5km do aeroporto- para almoçarmos. O voo sai as 14h30, por isso acho legal que seja planejado almoçar antes de ir para o embarque. Outro porém o aeroporto é que toda a revista é manual. Reviram toda a bagagem de mão.... bem chato. 

Onde ficar

Como eu disse, Morro é bem pequena, e na hora de escolher onde se hospedar gera uma dúvida danada. Nós ficamos hospedados no Casarão, na vila. Uma das primeiras  casas residenciais em Morro de São Paulo  foi construída no inicio do século 17 pela Família Saraiva e por lá até Dom Pedro II já se hospedou. A capela de Morro também foi construída pela família e o Casarão abrigou a primeira escola municipal de Morro.

Eu Gostei muito da hospedagem. Bem localizada, quartos confortáveis, ambiente bonito e cercado de verde, piscina, sauna. Por lá também funciona um restaurante a partir de 17h com muita coisa deliciosa no variado cardápio- tem até japonês.  Meu único ponto negativo foi para o café da manhã, uma pena... Eu, que sou a louca do café da manhã, morri de decepção. Poucas opções e nada típico da Bahia (nem tapioca tinha nos primeiros dias...). Não sei se por ser baixa temporada, mas mesmo assim acho imperdoável. De toda forma, continuo recomendando a hospedagem no Casarão. Não desmereço, não. 



Funciona assim, a vila tem algumas pousadas, mas pra chegar no mar tem que descer um ladeira, uns 10 minutos de caminhada. Pela ladeira há algumas opções também que seguem até chegar na Primeira Praia - que tem mar mais agitado e pouca estrutura beira-mar. 

Na Segunda Praia tem ótima estrutura e excelentes pousadas. A hospedagem por lá é mais cara, mas podendo ficar, acho que vale a pena. Tem mercadinho, restaurantes... mas para chegar à vila tem que subir ladeira. Por ali, a praia é uma delícia, bem calma e com ótima estrutura de barracas. Fique de olho se cobram para se sentar nas barracas. A maioria cobra pelas espreguiçadeiras e uma delas-pasmem- cobrou até para se sentar na cadeira de plástico comum. Negocie isso antes. Por lá, recomendo a barraca Merlyn, uma das primeiras. Os garçons são ótimos, tem uma mariscada sensacional, além da capiroska e do cocoloko super no capricho.


Na Terceira Praia tem bastante pousada,mas o mar é ruim. Muitas pedras e os barcos saem de lá para os passeios. A Quarta Praia tem formação de piscinas naturais. Lindo! Há algumas poucas opções de pousadas e barracas, mas vale o passeio. 




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Eu gostei bastante da estrutura da pousada. Ficamos em um bangalô com rede na varanda. O quarto tem uma cama king size e uma de solteiro, ar-condicionado, TV tela plana, banheiro (destaque para o chuveiro MARAVILHOSO), cofre e secador de cabelo. Na pousada tem piscina adulto e infantil, sauna, massagem e muito verde ao redor. O ponto negativo fica pro café da manhã, que foi uma decepção. Não sei se por ser baixa temporada, mas era bem fraco. Poucas opções de frutas, uma só de suco, pão de sal e pão de forma (cadê pãozinho caseiro???), uns bolos, queijo mussarela e presunto. Nada de delícias típicas (cheguei a pedir banana da terra cozida e tapioca-que estava ruim), mas não é algo que fizeram questão. Fiquei chateada mesmo com o café da manhã. Enfim....

Onde comer

Ah, as comidas A gente come bem e come muito. Quem conhece a Bahia sabe que não tem miséria, então, a maioria dos pratos para uma pessoa comem dois e nos de dois, comem três ou até quatro. E assim foi conosco. Em Morro há muitas opções peixes e frutos do mar, como não poderia deixar de ser, mas tem vários restaurantes que oferecem massa e carnes. Por lá há vários argentinos e italianos proprietários de restaurantes. 

Os preços são bem semelhantes em todos os locais e, pelo menos em baixa temporada, não achei muito caro. O prato para dois (que dá pra muito mais) custa cerca de R$ 90 reais na maioria dos estabelecimentos. Há opções de self-service, mas não comi em nenhum. 

No Casarão funciona um restaurante à partir de 17h e a comida é SENSACIONAL. Tem um cardápio bem variado, inclusive japonês. Comemos japa (lógico, amo!), ceviche de peixe branco (perfeito!) e um grelhado de frutos do mar que acompanha arroz e legumes. 

Ainda na vila, fomos ao El Sítio e por lá comi um prato que amo: camarão no abacaxi. Leandro comeu um risoto de polvo que também merece os parabéns. O ambiente é super agradável. Gostamos muito!

Ainda na vila, comemos uma pizza maravilhosa, feita no forno à lenha e com a massa fininha. 

Comemos muita mariscada. Muita! Que prato maravilhoso, né? Quase todos os restaurantes oferecem. Prato que vale muito a pena pedir. 

No Marlyn eu comi um spaghetti ao molho pesto que estava perfeito. Massa al dente, no ponto certinho! 


O que fazer de legal

Na Primeira Praia é onde a tiroleza de Morro de São Paulo cai. Ela tem 350 metros de cabo a fica a 70 metros do chão. Para chegar tem que pegar a trilha para o Farol (uma caminhada de aproximadamente 10 minutos a partir da Igreja Nossa Senhora da Luz). Estava custando R$ 50. Eu não me aventurei, mas dizem que é bem bacana. 

Eu adorei a segunda praia e ficar sentada ali, diante daquele mar calmo é sempre uma boa pedida. Como viajamos em julho, as águas não estavam tão quentes e tão azuis como ficam no verão. Mas é uma praia bem agradável. Por lá, recomendo uma massagem como o Hugo Mãos de Fada. Ele é sensacional e sai da massagem uns 20 quilos mais leve.

Na Primeira e na Terceira praias não fiquei, apenas passei por elas. Na Quarta Praia as piscinas naturais são lindas, lindas. Tem como alimentar os peixes com uma ração vendida no local e é bem tranquilo para as crianças ficarem. Por lá também é possível dar uma volta de cavalo e charrete. 

Fizemos o passeio de volta à ilha, paramos nas piscinas de Garapuá e nas de Moreré. Paramos em Boipeba (delícia de lugar!) e por lá almoçamos. Seguimos pelo Rio do Inferno até Canaviais, com parada em um criadouro de ostras e saboreamos a iguaria fresquinha. A última parada foi em Cairu- segunda cidade fundada no Brasil. Este passeio pode ser feito por várias agências, mas fechamos com a Viva Bahia, uma das primeiras lá na praça. A dica que dou, para quem está hospedado na vila, é combinar de sair do atracadouro, porque a maioria sai da Terceira Praia e tem que caminhar um bom chão.

As agências oferecem passeio para Gamboa, mas eu não acho que vale a pena. O passeio vai a outras praias e tem uma parada de duas horas na Gamboa e, francamente, ali vale ficar um dia inteiro. Dá pra ir de barco convencional pagando R$ 5 reais no atracadouro. Tem lanchas que fazem o trajeto também. Por lá, vá até o paredão de argila e se permita espalhar pelo corpo- e rosto- todo. Dizem ser medicinal e ter poderes rejuvenescedores. Eu coloquei em uma garrafinha e trouxe para casa, além disso, comprei sabonetes da....

Se seu voo
Não fizemos o passeio a Guaibim, em Valença,  apenas almoçamos por lá, como contei acima. Mas me pareceu um local bem agradável, com praia bonita , e acho que vale uma ida para lá. 








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