domingo, 28 de maio de 2017

Pré-natal bem feito inclui diversos exames

Postado por Letícia Murta às 09:30

No dia 28 de maio é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Mesmo com alguns avanços, a mortalidade materna ainda é um problema de saúde pública no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde (ver aqui), são registrados anualmente mais de 60 mil casos de óbitos ocorridos até 42 dias após o término da gestação, sendo cerca de 6 mil somente em Minas Gerais.

A morte de uma mulher grávida, no parto ou no puerpério, pode indicar uma série de falhas. Várias delas poderiam ser evitadas com uma assistência pré-natal adequada e de qualidade. No entanto, com a evolução dos métodos diagnósticos e com a mudança contínua no panorama das doenças, vários novos procedimentos estão disponíveis, dificultando o entendimento a respeito de quais exames são necessários e em que período da gestação devem ser realizados.

De acordo com a diretora técnica do laboratório Geraldo Lustosa, a médica patologista clínica Luisane Vieira, a finalidade principal da assistência pré-natal é garantir a saúde da mãe e do bebê durante toda a gravidez e o parto, identificando situações que possam aumentar o risco de desfechos desfavoráveis. “A abordagem de cada gestante tem que ser baseada no risco gestacional, nas características da população rastreada, na prevalência das doenças mais comuns e na avaliação das evidências disponíveis”, explica.

Dentre os exames disponíveis para avaliação do risco gestacional para o binômio mãe-feto, estão o diagnóstico de doenças intercorrentes como anemia e infecções; a identificação de possíveis malformações fetais; avaliação de risco de prematuridade e complicações perinatais; a prevenção de complicações neonatais (ex, doença hemolítica perinatal); e a triagem e diagnóstico de complicações da gravidez, como pré-eclâmpsia, trombose e diabetes.

“É importante que as mulheres saibam quais são os exames disponíveis e conversem abertamente com o seu médico para que ele possa avaliar a necessidade de realização de cada um deles”, destaca Luisane.

Veja abaixo alguns dos exames para avaliação da saúde materna/fetal:

·         Hemograma ⟹Anemia (ferropriva)
·         Glicemia ⟹Diabetes Gestacional
·         Grupo Sanguíneo ABO e Rh e Coombs Indireto ⟹ Doença Hemolítica Perinatal
·         Triagem não-treponêmica ou treponêmica⟹Sífilis
·         Sorologia IgM e IgG⟹Toxoplasmose
·         Sorologia CMV ⟹ Citomegalovírus
·         Sorologia IgM e IgG⟹Rubéola
·         HBsAg⟹Hepatite B
·         Triagem sorológica ⟹HIV
·         Urina de Rotina e Urocultura ⟹Infecção Urinária e Bacteriúria Assintomática
·         Pesquisa de infecções vaginais e cervicais⟹Streptococus β-haemolyticus do grupo B (Estreptococo Grupo B ou EGB)
·         NIPT (Teste Pré-Natal Não-Invasivo em Sangue Materno) ⟹ Síndromes Genéticas


Ultrassom na gravidez

As ondas sonoras que o aparelho de ultrassom emitem se chocam com a parte sólida do que encontra pela frente, assim forma imagens. Esse exame é inofensivo para mamãe e bebê , por isso, não se preocupe se precisar fazer mais ultrassons na gravidez.

Infelizmente, um pré-natal feito pela unidade publica de saúde tem como meta três a quatro ultrassonografias durante a gravidez, 1 a cada trimestre. Essa quantidade não é ideal para monitorar uma gravidez que possa desenvolver algum risco.  Por isso, se for possível, faça particular outros ultrassons (principalmente com doppler). 

Estes são os exames de ultrassom básicos durante uma gravidez:

Com 7 semanas: determina  a idade gestacional e quantidade de embriões e se estão bem posicionados no endométrio. .

Com 12 semanas: exame de Translucência Nucal que detecta possíveis problemas cromossômicos 

Com 20 semanas: Neste ultrassom morfológico é verificado cada parte do feto e  o funcionamento dos órgãos internos como bexiga, estômago, coração e rins. A placenta também é examinada nesse exame de ultrassom.

Com 27 semanas: Ultrassom feito com doppler para verificar a  circulação do sangue,  oxigênio e nutrientes que vão para o bebê.


Com 33 semanas: ultrassom que verifica a quantidade de liquido amniótico se o crescimento do bebê está adequado para a idade gestacional e se já está em posição cefálica ou seja, virado de cabeça para baixo preparado para o nascimento.

No terceiro semestre, o ideal é que fosse feito um ultrassom mensal com doppler em todas as grávidas. Lamentavelmente, não é a realidade obstétrica. O doppler, muitas vezes feito com 27 semanas, é um indicativo de que algo pode não ir bem, mas não é definitivo. Há mudanças na circulação sanguínea e o doppler só certifica por cerca de 15 dias. Por isso, eu recomendo que todas as gestantes solicitem essa tecnologia em todos os ultrassons que forem feitos e, em especial, no fim da gestação intensifiquem a ida ao ultrassonografista COM DOPPLER. 


Veja esta entrevista que fiz com o dr. Selmo Geber, da Clínica Origem:





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