quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Culpa nossa de cada dia

Postado por Karina às 12:06
Gostaria de começar o meu primeiro post no blog com um agradecimento à Letícia por ter me confiado este espaço para falar sobre um assunto que tanto amo: a maternidade. Fiquei realmente emocionada com o convite e com a oportunidade de poder trocar experiências com outras mamães sobre esse universo tão encantador e, ao mesmo tempo, cheio de dúvidas, medos e inseguranças.
Pensei muito, muito mesmo, sobre o que gostaria de escrever para vocês. Não foi fácil escolher, já que assunto é o que não falta quando se fala em maternidade (mas esse é só o primeiro post e vamos poder “conversar” sobre muitas coisas, né?), então, optei começar pelo sentimento que mais aflige as mamães: a tal da CULPA. Essa “assombração” que vive rondando o nosso dia a dia e deixa uma sensação estranha no peito.

Ser mãe é a coisa mais gratificante do mundo, mas, vamos combinar, não é uma tarefa fácil. E nem é porque o bebê dá trabalho, porque a gente perde noites e noites de sono, padece com as viroses...isso faz parte do “pacote” e passa. E passa rápido até demais. Pra mim, o maior desafio é saber administrar a culpa. Sim, administrar, pois penso que a nossa mente é como se fosse uma empresa. Funciona bem se for bem administrada, caso contrário, a chance de dar errado é muito grande.
O mesmo, acredito, acontece em relação à culpa. Se deixarmos que ela tome conta dos nossos pensamentos, acabamos vivendo uma maternidade de questionamento e frustrações, já que esse sentimento é uma armadilha que criamos para nós mesmos. Eu sei, na prática não é tão fácil assim. Mas, acredite, é possível conviver com ela de forma saudável e até transformá-la em uma aliada para o nosso aperfeiçoamento diário de vida como mãe, esposa, filha, profissional, etc.

E o primeiro passo é avaliar se realmente estamos agindo da forma correta e tentar mudar a situação que causa desconforto. Falo por experiência própria. A minha filha vai fazer três anos e até meio ano atrás eu vivia culpada. Até que li um livro (8 ou 80: Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram ai, dentro de você! – da especialista em comportamento humano Branca Brandão) que abriu meus olhos e me fez ver que esse sentimento é comum, mas me mostrou, também, que a dimensão dele quem define somos nós.

É claro que não é um processo fácil, principalmente diante de uma sociedade que está sempre pronta para criticar e apontar o dedo. Aliás, como a sociedade é cruel com a gente. E pior! Muitas vezes isso é feito por outras mães. No entanto, não é impossível. Basta seguir o instinto materno, pois esse nunca falha. Pra mim, o ditado mais certo não é o que diz “que a culpa nasce junto com o filho”, mas, sim, o que fala que “mãe quando erra, quer acertar”.




Beijo grande e até a próxima!



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