quinta-feira, 28 de julho de 2016

Crianças e museus combinam? Sim ou claro?

Postado por Daniela Lemes às 00:17
Oi, gente!!! Como estão?

Hoje vou fugir um pouco (mas só um pouquinho) do tema livros, abrir um pouco o leque e falar sobre um passeio cultural. Mais especificamente sobre visitar museus e exposições com os pequenos é a melhor forma de tornar a experiência agradável para a família toda.

O brasileiro, em geral, tem pouco costume de frequentar museus e exposições. E mesmo aqueles que o fazem, podem ficar receosos de levar os filhos pequenos, por várias questões.

A primeira delas são os adultos que torcem o nariz para a presença de crianças nesses locais (os mesmos que, geralmente, torcem o nariz para a presença de crianças em geral). Aliás, esta postura equivocada é um dos motivos que frequentemente inibem as famílias de realizar várias atividades.  A criança tem todo o direito de frequentar lugares públicos! Claro que se ela não mostra mais interesse, está chorando e pedindo para ir embora, o melhor é mesmo tirá-la dali. É um passeio, não uma obrigação. Mas se ela está gostando, não há razão para não continuar só porque alguém olhou torto diante de uma pergunta feita em um tom um pouco mais alto.

Vejam bem, não estou defendendo que se deixe o filho berrar e correr loucamente pelo espaço - como, erroneamente, muitas pessoas, sobretudo as sem filhos, interpretam a afirmativa de que crianças têm o direito de participar da vida de suas comunidades.
O que digo é que não se pode esperar deles uma contemplação semelhante à de um adulto. Uma agitação maior, uma fala mais alta são naturais. Dá para aproveitar a situação para explicar que neste tipo de lugar não se deve correr, nem gritar - e aos poucos elas vão assimilando -  e, por fim, repito, colocar a opção de ir para outro lugar caso o desinteresse seja mesmo patente.

Depois se pode pensar: meu filho não é novo demais para isto? Depende da abordagem que se use. Não dá para falar para uma criança de dois anos: "Olha, filho, um Monet."  Mas a curiosidade e o encantamento dos pequenos supre a necessidade de que entendam que o quadro (ou escultura) é de fulano ou sicrano. Basta perceberem que é belo. Ou estranho. Enfim, que o objeto lhes desperte interesse.  

Mas antes vamos falar do planejamento?

Eu gosto de instigar a curiosidade. Falar do passeio um ou dois dias antes, mostrar fotos no Google, explicar como vai ser, o que veremos. Aqui, também já dá para dizer que neste lugares não se pode correr ou gritar, porque todos querem ver a exposição. Tudo usando a linguagem que uso sempre com ela (nada de complicar).

Cada um sabe o filho que tem. E a visita tem que seguir este ritmo. Dar um lanche antes (e tornar o lanche parte do passeio é sempre uma boa pedida), evitar o horário da soneca. E, claro, ajustar o tempo da visita à disposição da cria. Crianças são crianças e, como eu já disse antes, não dá para esperar uma contemplação de cada peça ao modo de um adulto. Chamar a atenção para uma obra ou outra é sempre uma opção. Como também o é caminhar pelo espaço, deixando a criança focar naquilo que lhe chama a atenção. E quando ela parar, comentar sobre o objeto, sempre na linguagem dela. Daí, é observar o interesse. Se ela não quer ver mais nada, se não reage às provocações: "Você gosta? É colorido, não é?", mostra-se aborrecida ou inquieta, hora de ir embora.


E quais as "provocações" que se pode fazer?

Para os muito pequenos, destacar as cores, as cenas, o material. Se a exposição foca em objetos do cotidiano, falar para que serve. Se é um museu de história natural, assinalar as peculiaridades dos animais e das plantas. Também vale evocar outras situações - filmes, músicas, livros - com os quais a criança já teve contato e que remetem ao que é exposto.

Para os mais velhos, vale um pouco mais de didatismo: falar sobre o artista, sobre a época em que o objeto foi feito, na melhor linha "é divertido aprender" (porque afinal de contas, é mesmo, não é?).
Voltando para casa, vale fazer um desenho sobre o passeio. Ou ver filmes ou livros relacionados ao tema.

Agora alguns de vocês podem estar se dizendo...tudo é muito legal, mas em minha cidade não temos exposições, museus ou coisas do gênero. Infelizmente, isso é uma realidade. E, ciente desta realidade, volto ao tema desta coluna: sempre é possível - e igualmente válido - mostrar às crianças livros com obras de arte, ou sobre biologia, história, geografia.

Enfim, fico por aqui, desejando a todos um bom passeio! ;-) 

Beijão e "inté"!

2 comentários :

Fer on 28 de julho de 2016 10:42 disse...

Muito legal Dani, sempre tenho receio de levar meus pequenos, pq são dois e pq são bem crianças mesmo, pelos olhares de reprovação..vou fazer um teste!

Érika Góis on 28 de julho de 2016 21:17 disse...

Dani, adorei a matéria. Haverá uma exposição de esculturas feitas com lego em agosto no Ibirapuera, acho interessante para um começo, assim associamos arte e "brinquedo" o q acho q chamará a atenção dos pequenos. Para quem interessar fica a dica. Bjs

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